Não sejam contra a Internet

Quando pensamos em advocacia, algumas palavras nos vem inexoravelmente à mente, por exemplo: formalismo, rebusquez, eloquência, tactilidade. Estas expressões, por mais que ainda estejam presentes em nosso cotidiano profissional, soam demasiadamente anacrônicas quando comparadas à sociedade contemporânea. Proponho um novo conjunto de verbetes para a definição da prática legal no século XXI, tais como: colaboração, informação, simplicidade e virtualização.

Os advogados são treinados para entender sua profissão e produção como algo proprietário, inadmitindo, na maior parte das vezes, colaboração e participação de outros profissionais. Este pensamento vai rigorosamente de encontro ao conceito de open source, algo que podemos classificar como um verdadeiro movimento sócio-cultural, que iniciou-se com a participação apenas de geeks e early-adopters e atualmente influencia até mesmo o nosso Governo Federal.

E não falo apenas na colaboração entre advogados de um mesmo escritório ou colegas mais próximos, mas  no efetivo uso da internet como ferramenta primordial para a produção jurídica, seja através da pesquisa jurisprudencial em sítios de tribunais, já largamente difundida, seja no uso de serviços como blogs, fóruns e redes sociais (o Twitter tem um grande potencial) para o intercâmbio de experiências e colaboração entre profissionais do direito.

Evidentemente, esta colaboração e divulgação de material certamente torna as ferramentas da Web 2.0 um excelente ponto de partida para a conquista de novos e fidelização dos atuais clientes.

Uma excelente iniciativa estrangeira para a colaboração entre advogados é o site Legal OnRamp, criado pelo advogado americano Paul Lippe, constituindo ferramenta da Web 2.0 que fornece aos seus usuários wikis, blogs, perfis, FAQ´s e dezenas de outras funcionalidades. Advogados são perfeitamente capazes de inovar em qualquer contexto, aduz Lippe, a questão para nós é se vamos ser líderes nessa mudança ou apenas protetor de nossos interesses institucionais.

Em outra iniciativa pioneira, Craig Johnson, advogado estadunidense, fundou em 2008 a Virtual Law Partners, uma firma de advocacia sem presença no mundo físico. A banca possui 24 advogados sócios, cada um com pelo menos cinco anos de experiência. Os advogados da VLP trabalham de casa, definem seus próprios honorários e ficam com 85% de tudo que faturam.

A experimentação, análise de dados e uso da tecnologia de ponta, cada vez mais, é fundamental para o sucesso das modernas bancas de advocacia. Não fechemos os olhos para isso.

Uma resposta a Não sejam contra a Internet

  1. matheus diz:

    concordo. Nos advogados temos que acompanhar a nova sociedade da informação.

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